

Para variar do Feng shuy de galinha sai uma sobremesa super-doce a que a avó Lálá chamava "Charada" talvez por ter aspecto e sabor de doçaria conventual mas ser muito mais simples do que a dita (e levar um "décimo" dos ovos). A receita é de uma senhora chamada
Ivone Loureiro da Costa, que eu nunca conheci, é "estupidamente" doce, mas comendo fresquinha e em pequenas doses não enjoa. Está no caderninho da mãe manuscrita pela avó. É de ficar com a boca doce e os olhos em bico!
Charada
4 ovos - 300g de açúcar - 3,5dl de leite - 1 gota de baunilha - 16 bolachas Maria.
Põe-se o açúcar ao lume com um copo de água até fazer ponto de pasta enquanto se embebem as bolachas no leite quente. Passam-se pelo passe-vite para dentro do açúcar e deixa-se ferver até engrossar mexendo sempre com uma colher de pau. Deita-se a baunilha e as gemas batidas (deixar arrefecer bem o doce antes de juntar as gemas senão "cozem" em vez de se misturarem). Volta ao lume mexendo bem. Depois de novamente arrefecido juntam-se as claras em castelo firme. Querendo, podem-se juntar nozes ou amêndoas picadinhas.